A política francesa entrou numa nova fase antes das eleições presidenciais de 2027. O Euro-Deputado Raphael Glocksmann venceu as eleições preliminares organizadas pelo Partido Socialista e seus aliados, garantindo o apoio à sua candidatura presidencial no primeiro turno.
De acordo com o jornal francês Le Monde, Glocksmann ganhou 66,13% dos votos, deixando muitos seus rivais para trás. Mais de 120 mil eleitores participaram do processo, enquanto o resultado foi anunciado no domingo, 11 de outubro.
O presidente do Partido Socialista Olivier Faure terminou em segundo lugar com 14,48%, enquanto a ex-candidata presidencial Ségolène Royale recebeu 7,62%. Outros candidatos - Emmanuel Maurel e Jéróme Guedj - garantiram 5,92% e 5,83% dos votos, respectivamente.
A vitória de Glocksmann evitou a necessidade de uma segunda rodada e determinou o candidato a representar os socialistas e seus aliados de centro-esquerda na corrida do Palácio Élysée.
Mas o processo eleitoral não correu bem. Segundo a agência AFP, a plataforma de votação eletrônica foi atingida por um ataque cibernético que causou atrasos e obrigou os organizadores a prorrogar o prazo de votação até domingo.
Glocksmann, fundador do Movement Place Publique e membro do Parlamento Europeu desde 2019, apresentou o resultado como uma oportunidade para a unificação das forças social-democratas.
Em resposta publicada à rede social X, disse que o resultado mostrou a possibilidade de unir uma esquerda que preserva seus valores, citando justiça social, proteção ambiental e princípios republicanos.
No entanto, a vitória não significa a unificação de todas as esquerdas francesas. Jean-Luc Mélenchon e seu movimento La France Insoumi não participaram desse processo, deixando em aberto a possibilidade de candidaturas divididas em eleições presidenciais.
Segundo Le Monde, as diferenças entre forças de esquerda dizem respeito à estratégia de alianças, políticas internacionais e à direção que deve tomar a esquerda francesa após os últimos anos de confrontos políticos.
Espera-se que as eleições presidenciais de 2027 sejam realizadas em um clima competitivo, com forças de centro, direita e extrema-direita se preparando para a corrida.
O Presidente Emmanuel Macron não pode candidatar-se a um terceiro mandato consecutivo, o que torna o processo um momento importante para a direcção política futura da França.
Para Glocksmann, o próximo desafio será expandir o apoio para além do eleitorado que votou nas eleições preliminares e determinar as relações com outros partidos de esquerda.
O resultado de domingo dá-lhe a candidatura dos socialistas e aliados, mas a corrida para a presidência francesa permanece aberta.




